O Brasil em geral, e o mundo político em especial, aguardam a definição do nome do novo ministro da Justiça. As bolsas de apostas seguem apontando para um ou outro candidato, mas nada temos de concreto. O presidente Michel Temer continua fechado em copas.
Tão importante quanto a definição do novo titular é o trabalho hercúleo que ele terá à frente da pasta. São muitos os desafios que se apresentarão ao ministro.
Em primeiro lugar, a crise no sistema prisional brasileiro continua a preocupar e incomodar a nação. Os eventos do Amazonas, de Roraima e do Rio Grande do Norte deixam clara a necessidade de profundas alterações nesse sistema. Novas rebeliões não podem ser descartadas.
Temos ainda a crise de segurança pública em sentido mais amplo, com a Polícia Militar ameaçando parar em muitos estados. O Espírito Santo deu o dramático exemplo.
Também no âmbito da segurança pública, os agentes penitenciários estão insatisfeitos com o Plano Nacional de Segurança Pública, apresentado em janeiro pelo governo federal. Mais um barril de pólvora no ar.
A Policia Federal também está em pé de guerra. Os delegados exigem mudanças no comando e a corporação como um todo (ao lado dos agentes rodoviários) são contra os termos da reforma da Previdência.
Como se não bastasse, o novo ministro enfrentará forte pressão sobre a Lava Jato. Interesses políticos tentam minar as operações em curso.
Um outro elemento é importante nessa análise. Dentro do processo de reacomodação das forças políticas que integram a coalizão que sustenta o governo Temer, o próximo titular da Justiça, em tese, deverá representar o PMDB. Terá ele condiçõesde realizar um trabalho isento, alheio às pressões que certamente virão de todos os lados? Novamente a Lava Jato aparece como uma sombra…
No momento, o mais cotado para o posto é Carlos Velloso, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal. Respeitadíssimo no meio jurídico, a grande dúvida é se teria hoje condições políticas para o cargo.
Tal qual um bom faroeste, a sociedade espera um xerife que adentre o saloon e imponha respeito e um mínimo de ordem. Do contrário, a frustração será geral. Mais uma vez.




























