O presidente Michel Temer admitiu ter pedido dinheiro à empreiteria Odebrecht para campanhas do PMDB na eleição de 2014, porém não de forma ilegal.
Em nota distribuída à imprensa no final da tarde desta sexta-feira (24), Temer afirmou ter pedido recursos à construtora, mas disse não ter “autorizado, nem solicitado” que as doações pudessem ser feitas irregularmente.
A declaração de Temer vem a público após seu amigo pessoal e ex-assessor especial no Planalto, José Yunes, ter admitido nesta quinta-feira (23) que recebeu um “pacote” em seu escritório a pedido do hoje chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS).
O ex-executivo da Odebrecht Cláudio Melo Filho, durante delação premiada, informou que parte dos R$ 4 milhões dos repasses da empreiteira que estavam sob a responsabilidade de Padilha foram entregues no escritório do amigo do presidente, o advogado Yunes.
Confira a íntegra da nota:
“Quando presidente do PMDB, Michel Temer pediu auxílio formal e oficial à Construtora Norberto Odebrecht. Não autorizou, nem solicitou que nada fosse feito sem amparo nas regras da Lei Eleitoral. A Odebrecht doou R$ 11,3 milhões ao PMDB em 2014. Tudo declarado na prestação de contas ao Tribunal Superior Eleitoral. É essa a única e exclusiva participação do presidente no episódio.
Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República”


