A Quarta-feira de Cinzas poderá ter um evento decisivo para a vida política do presidente Michel Temer. De volta do descanso em Aratu na Bahia,durante o Carnaval, em Brasília, acompanhará de perto o andamento do julgamento da chapa Dilma/Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A chapa Dilma/Temer poderá ser cassada. A expectativa era de que na primeira semana de março o processo seria julgado. O ministro Gilmar Mendes, em meados de fevereiro estava otimista com a celeridade do processo.
O relator do processo, o ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Herman Benjamin, crê que será um casuísmo dividir a chapa. E a divisão é tudo o que Temer quer que aconteça. A separação da chapa colocaria a responsabilidade de irregularidades nos ombros da então cabeça de chapa, Dilma Rousseff.
Herman ouvirá depoimento de Marcelo Odebrecht nesta quarta-feira de cinzas, às 14h30. Oitiva que pode ser crucial para o processo.
A Polícia Federal apurou elementos que permitem concluir que parte dos valores oficialmente apresentados como pagamentos às gráficas “não foi, de fato, direcionada a essa atividade”. Segundo a PF, parte do dinheiro, declarado como verba de campanha, foi desviado para pessoas físicas e jurídicas “em benefício próprio ou de terceiros”. Relatório aponta indícios de que possa haver repercussão na esfera criminal, pelo uso de pessoas interpostas para finalidades como ocultação de bens e valores.
Vale lembrar que em dezembro de 2014, as contas da campanha da então presidenta Dilma Rousseff e seu companheiro de chapa, Michel Temer, foram aprovadas com ressalvas, por unanimidade, no TSE. Existe suspeita de irregulardade nas despesas de cerca de R$ 56 milhões com serviços gráficos. As principais são Rede Seg Gráfica, VTPB Serviços Gráficos e Focal Confecção e Comunicação. Empresas não teriam capacidade para execução de serviços.
Entretanto o processo foi reaberto, pois o PSDB questionou a aprovação por entender que há irregularidades nas prestações de contas apresentadas por Dilma. Conforme entendimento atual do TSE, a prestação contábil da chapa é julgada em conjunto.
























