Zely Alves Curvo, 94 anos, foi queimada após um incêndio começar próximo à cama que teria iniciado de forma intencional
Por Misto Brasília – DF
O médico Lauro Estevão Vaz Curvo foi condenado pelo tribunal de júri de Águas Claras pela morte da mãe Zely Alves Curvo, 94 anos. A pena foi fixada em 45 anos de reclusão, em regime inicial fechado.
Dona Zely foi queimada após um incêndio provocado pelo filho em 32 de maio de 2024, num apartamento de Águas Claras, no Distrito Federal.
O homem também foi condenado pelo crime conexo de fraude processual por alterar a cena do crime com o objetivo de dificultar as investigações. Por esse delito, a pena foi de 1 ano, 1 mês e 14 dias de detenção.
Os jurados acolheram todas as qualificadoras apresentadas pelo Ministério Público do Distrito Federal.
A morte foi provocada por asfixia, recurso que dificultou a defesa da vítima, pois o ato foi cometido contra uma pessoa com limitações físicas; feminicídio; motivo torpe, o homem não aceitou a perda da curatela e do acesso aos rendimentos da mãe; e crime contra pessoa maior de 60 anos e com vulnerabilidade física.
Além da pena de reclusão, a sentença determinou a perda do cargo público na Secretaria de Saúde do Distrito Federal e a cassação do registro no Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF).
A vítima foi atingida por um incêndio dentro do quarto. A investigação apontou que o fogo teve início na cama em que ela estava. Laudos periciais indicaram que as chamas foram provocadas de forma intencional.
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