Aos olhos da opinião pública, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sempre foi uma instituição que parece atuar pouco. O julgamento da chapa Dilma-Temer deve mudar esse quadro. A história política do Brasil ganhará um novo e importante capítulo a partir da próxima semana.
A questão concentrará as atenções de toda a Nação. A importância do caso fica evidente já na agenda da Corte eleitoral – foram marcadas nada menos que quatro sessões, entre terça e quinta-feira próximas, para tratar exclusivamente do caso.
Mas o que esperar do julgamento? Sabe-se que o voto do relator, ministro Herman Benjamin, será duro e deverá pedir a condenação da chapa. A partir disso, são várias as possibilidades de desfecho.
Os ministros poderão acompanhar Benjamin e votar pela condenação da chapa. Outra possibilidade é a de que se desmembre o processo. Nesse caso, a ex-presidente Dilma perderia os direitos políticos, enquanto outra solução (mais branda) seria dada ao presidente Temer.
Por ora, tudo é especulação. O mais provável é que algum ministro peça vista, o que adiará a decisão por tempo indeterminado.
Nos bastidores de Brasília comenta-se que, cassado Temer, mas mantidos seus direitos políticos, ele poderá ser eleito novamente pelo Congresso Nacional, de maneira indireta, conforme determina a Constituição nesse caso. Uma solução à brasileira, que demandará intensa negociação política para se materializar. A conferir.
O artista norte-americano Andy Warhol certa vez afirmou que “no futuro todos terão seus quinze minutos de fama”. No caso do TSE, espera-se que esse novo protagonismo (e essa fama) dure bem mais do que os quinze minutos de Warhol. Somente com o Tribunal fortalecido e respeitado poderá se pensar em uma democracia mais sólida, com o mundo político respeitando as regras eleitorais.























