O departamento de propina da empreiteira OAS foi batizado de “Conroladoria”. A exemplo da Odebrecht, a concorrente também organizou todo o sistema de pagamento destinado a irrigar recursos para partidos no organograma da empresa.
A informação foi obtida do executivo da construtora, Agenor Franklin Medeiros, durante depoimento ao juiz federal Sérgio Moro. Trata-se de uma área de vantagens indevidas, a tal “Controladoria”, gerida pelo próprio dono Léo Pinheiro.
Vale lembrar que Medeiros responde a processo que investiga propinas da OAS ao ex-presidente Lula da Silva. A denúncia do Ministério Público Federal sustenta que Lula recebeu R$ 3,7 milhões em benefício próprio — de um valor de R$ 87 milhões de corrupção – da empreiteira OAS, entre 2006 e 2012.
Em relação às obras de Abreu e Lima, houve distrituição de recursos indevidos. “Eu estou falando dos R$ 36 milhões que ficou ao nosso cargo, 13,5 milhões foi determinado pelo líder do consórcio, depois de uma conversa com o Janene, que seria pro PP. R$ 6,5 milhões seriam pro PSB, campanha de Eduardo Campos, de 2010 ao governo de Pernambuco”, afirmou Medeiros a Moro.
Medeiros infromou que a OAS faria o pagamento de fornecedores da campanha do então governador Eduardo Campos, que faleceu vitima de um acidente aéreo. Enquanto R$ 16 milhões foram pagos ao PT.



















