O relatório de conclusão da CPI da Funai e do Incra, que será votado nesta quarta-feira (10), tem como base uma ampla investigação (dossiê) realizada pela Agência Brasileira de Inteligência (Abin). O levantamento foi feito a pedido da então presidente Dilma Rousseff e agora aproveitado pelo relator da CPI, deputado Nilton Leitão (PSDB-MT),
O presidente da Frente do Agronegócio na Câmara pede o indiciamento de 35 indígenas, 15 antropólogos e 16 procuradores da República.
A Abin investigou lideranças como Josias Manhuari, Maria Leuza Cosme Kabá, Taravy Kayaki e Valdenir Munduruku, opositores da usina do Tapajós, no Pará. A ex-presidente Dilma queria detalhes da vida das lideranças contrárias às hidrelétricas e suas ligações com ONGs, especialmente estrangeiras.
De acordo com a Folha, no relatório da Abin, informa-se que a Secretaria-Geral da Presidência enfrentava resistência, “em parte devido à oposição radical de algumas lideranças mundurukus, influenciadas pelo discurso e pelo ativismo de ONG”.
























