JBS suspeita de fazer dumping antes de estourar o escândalo

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A JBS pode ter realizado dumping (prática comercial ilegal) antes de confirmar a delação premiada dos seus principais executivos. O comentário foi feito ontem por um parlamentar da base do governo ao Misto Brasília. Com esta estratégia, o grupo do agronegócio poderia ter vendido seus produtos e obtido um lucro razoável antes de se submeter a multas ou a penalidades definidas pela justiça federal.

Ao mesmo tempo em que houve esta suspeita, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu uma investigação sobre os negócios de câmbio e ações feitos por executivos da JBS após a divulgação de conversa gravada com o presidente Michel Temer como parte de um acordo de delação premiada, segundo o jornal Valor Econômico.

Os depoimentos dos irmãos Joesley e Wesley Batista, que são presidente do conselho e presidente-executivo da JBS, puxaram a bolsa brasileira e o real para baixo na quinta-feira, em meio a temores de que as revelações poderiam derrubar Temer.

Sem identificar as fontes, o Valor disse que a CVM tomou conhecimento de que o grupo de empresas dos irmãos Batista teria adquirido uma posição superior a US$ 1 bilhão no mercado local de câmbio horas antes do vazamento da notícia sobre o acordo de delação.

A operação teria sido feita através de vários corretores, a pedido da JBS, de acordo com o jornal. CVM e JBS não responderam a pedidos de comentário da Reuters fora do horário comercial.

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