A crise (Temer) segue em viagem pela Europa e a situação continua a mesma no Brasil. Uma série de fatos registrados nos últimos dias dão o tom da fervura do mundo político.
Temer e Janot: o Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidirá até a próxima terça-feira se denuncia ou não Temer. Essa decisão é esperada com ansiedade e terá reflexos imediatos sobre a base aliada.
Fachin fica: por ora, o Supremo Tribunal Federal confirmou o acordo celebrado anteriormente e manterá o ministro Luiz Edson Fachin no caso JBS. O placar em sete votos a zero. Um ríspido diálogo entre os ministros Barroso e Gilmar Mendes, porém, indica o grau de tensão na Corte.
Carne brasileira na berlinda: a decisão do governo norte-americano de barrar a importação de carne bovina in natura do Brasil pode ter consequências desastrosas. Além dos danos à imagem dos produtos brasileiros, outros países importadores podem seguir o mesmo caminho. A questão é delicada.
Noruega corta: outra notícia ruim no front internacional vem da Noruega. O país é o maior financiador de projetos de proteção ambiental e decidiu cortar à metade o volume de investimentos na Amazônia. Uma evidente derrota para Temer.
Na esquerda: a esquerda brasileira também vive um momento delicado. Um grupo de velhas lideranças petistas se reuniu com membros do PSOL para discutir a formação de um novo partido. O ex-presidente Lula foi alijado da discussão, o que abre a indagação – estaria ele sendo isolado por seus pares justo agora que está sendo investigado?
E as reformas?: no campo da agenda do Planalto, fica cada vez mais claro que a reforma da Previdência perde força. Parlamentares da base já falam abertamente que uma reforma do tipo somente será aprovada em um novo governo. Confirmada a hipótese, a reação dos mercados será negativa.

























