Agora, Palácio quer votação no plenário depois de recesso

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O Palácio do Planalto resolveu mudar de estratégia e desistiu de viabilizar a votação da ação contra o presidente Michel Temer em plenário da Câmara dos Deputados para antes do recesso. Motivo: falta de quórum, 342 presenças duvidosas.

O deputado Darcísio Perondi  (PMDB-RS) chegou a afirmar nesta quinta-feira, como integrante da tropa de choque de Temer, que a oposição já havia liberado os deputados para irem para as festas julinas em suas respectivas bases.

Confira entrevista de Perondi na seção Áudio.

Dada como favas contadas, a votação “virtualmente vitoriosa” para Temer, mediante as trocas interessantes de parlamentares contra a cassação do presidente, a formação de quórum insuficiente pesou na mudança da articulação palaciana. 

Outro deputado da tropa de choque, Carlos Marun (PMDB-MS) sustentou que “quem tem que colocar quórum no plenário é a oposição”. Vale lembrar que Beto Mansur (PRB-SP) garantiu que nenhum dos lados, oposição e governistas, tem 342 votos. Temer tem que alcançar 172 votos para escapar da abertura de inquérito.

O risco é até agosto surgirem fatos novos no enredo do processo de cassação de Temer.

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