A crise política continua a ditar os rumos do país. Mesmo com a rejeição da ação de Janot na CCJ da Câmara, o quadro segue o mesmo. A votação definitiva, em plenário, ocorrerá somente em agosto. Assim, o governo Temer seguirá sangrando pelas próximas semanas. Um péssimo sinal para a opinião pública e para os mercados, que querem uma definição rápida do processo.
O PSDB, antigo fiador da governabilidade, segue onde sempre esteve, o muro. O tucanato não consegue adotar uma posição mais forte contra ou a favor do governo. O embate cabeças pretas versus ministros apenas um expôs para a população uma divisão já conhecida daqueles que acompanham o mundo político. A continuar assim, o partido perderá prestígio e votos em 2018.
Os demais aliados seguem na disputa por mais espaços no governo. O chamado “centrão” aproveita-se da conjuntura e impõe suas condições. Ao Planalto resta calcular os custos dessa operação.
A equipe econômica, por seu lado, aproxima-se de Rodrigo Maia, o potencial novo presidente da República. Foi sintomática a presença do ministro da Fazenda, Henrique Meireles, na casa de Maia para assistir à primeira sessão da CCJ que tratou do caso Temer.
A aprovação da reforma trabalhista no Senado Federal foi um suspiro para o Planalto. Uma notícia positiva, já precificada pelos mercados, que sairá das manchetes em breve.
No terreno da oposição, pouco há a se comemorar. A condenação de Lula, em primeira instância, indica que a esquerda também enfrentará fortes dificuldades nas eleições do próximo ano.
Ao final, o saldo é negativo para todos.
O governo segue no corner, enquanto a oposição enfrenta dificuldades de toda ordem. A grande perdedora é a sociedade, refém de uma crise sem precedentes.





























