Após a confirmação da vitória e a consequentemente derrubada da ação de Janot contra o presidente Temer, o governo tenta se repaginar. Mas há consistência no novo quadro ou se trata de algo efêmero? Vamos aos fatos.
Em primeiro lugar, a ampla base de apoio ao presidente no Congresso Nacional demonstrou forçaa e unidade. As defecções foram as esperadas. Ao contrário de Dilma, Temer pode contar com os parlamentares.
Entre os aliados, PSDB e PSB são os casos mais problemáticos. Divididos, os dois partidos colocam em risco sua continuidade na base.
Espera-se agora a anunciada nova ação de Janot contra Temer. Será um novo teste para a fidelidade dos aliados.
Enquanto isso, tenta-se retomar o programa de reformas. A da Previdência é a mais difícil, com ainda reduzida chance de aprovação. A economia também patina e a população sente diretamente os efeitos da crise.
Na realidade, o grande adversário do presidente é ele mesmo. Impopular e com pouco carisma, a reinvenção do governo terá de fato de começar por ele. Temer precisa gerar uma versão 2.0 de si mesmo. Do contrário, os recentes êxitos do Planalto terão sido em vão.


