Rogéria sobreviveu à intolerância

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Texto de Carlos Damião

Rogéria (Astolfo Barroso Pinto) quebrou paradigmas, foi um personagem ousado em tempos difíceis (ditadura civil-militar 1964-1985), sobreviveu com dignidade ao preconceito, à homofobia, à estupidez, à intolerância.
Repórter carola que trabalhava comigo se escalou (Freud explica) para entrevistá-la antes de um show no Clube Doze de Agosto (Florianópolis). A última pergunta do rapaz à artista: “Pensas em fazer uma operação para mudança de sexo?

E Rogéria, escandalosa e descolada como sempre:

– Eu? Cortar meu pinto? Jamééééé! (jamais, em francês bem debochado).

Nota da Redação – Rogéria morreu aos 74 anos por conta de uma infecção urinária na noite passada após duas internações. Ela nasceu em Cantagalo, no Rio. Corpo de Rogéria será velado hoje no Teatro João Caetano, no Rio de Janeiro, a partir das 11h. Até as 13h, o velório será reservado para familiares e amigos. Em seguida, o público poderá se despedir da atriz.

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