O empresário Wesley Batista, um dos sócios do Grupo J&F, que controla a JBS, já chegou na superintendência da Polícia Federal em São Paulo, após ser preso esta manhã em sua casa. Ele é alvo de uma operação que apura vantagens obtidas na bolsa de valores a partir de informações privilegiadas. Atualizado às 08h48
A advogada Fernanda Tórtima também é alvo dessa investigação de “insider trading” (informação privilegiada), segundo uma fonte ligada ao caso.
Ele e o irmão Joesley, que está preso preventivamente na Polícia Federal em Brasília, teriam movimentado cerca de US$ 1 bilhão em abril. A 6ª Vara Federal Criminal de São Paulo também emitiu mandado de prisão temporária contra Joesley. Eles lucraram com a venda de dólares no mercado futuro dias antes de assinarem acordo de delação com a Procuradoria-Geral da República (PGR).
A defesa de Wesley emitiu há pouco uma nota, onde afirma que a prisão temporária determinada pela Justiça é um absurdo e que o seu cliente forneceu todas as informações quando solicitadas. O caso também é investigado pela CVM, que monitora o mercado financeiro.
A prisão de Wesley foi cumprida durante a segunda fase da Operação Tendão de Aquiles e foi amparada em documentos e informações obtidas em buscas realizadas pela PF em maio na JBS e na FB Participações, empresa que concentra negócios dos irmãos Batista.
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