Projeto identificou 920 conteúdos suspeitos em dois meses – 60% eram deepfakes. Seis em cada dez publicações não tinham identificação.
Por Misto Brasil
O avanço da inteligência artificial generativa intensificou os desafios de cibersegurança e integridade eleitoral. A proliferação de conteúdos sintéticos e deepfakes exige maior vigilância de candidatos, órgãos reguladores e plataformas digitais.
Estudos e monitoramentos do setor mapeiam o cenário no país:
Projeto VigIA (Observatório Lupa): Identificou 920 conteúdos suspeitos em dois meses, dos quais 60% eram deepfakes. Seis em cada dez publicações circulavam sem qualquer aviso de uso de IA.
Observatório IA nas Eleições (Data Privacy Brasil e Aláfia Lab): Mapeou 413 conteúdos políticos com IA. Quase dois terços não sinalizavam o uso da tecnologia, violando normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
A legislação eleitoral exige identificação explícita de conteúdos sintéticos e proíbe o uso de deepfakes em propaganda política. Para mitigar o problema, o TSE firmou parcerias com plataformas digitais para implementar ferramentas de detecção e remoção de mídias manipuladas.
Especialistas em cibersegurança apontam que a velocidade de compartilhamento nas redes sociais e em aplicativos de mensagem reduz a eficácia da remoção tardia.
Diante do cenário, a recomendação técnica inclui o reforço de mecanismos de autenticação, o monitoramento de contas e a checagem rigorosa de informações em veículos de imprensa antes do compartilhamento.
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