A disputa no troca-troca de ministros, que teve início com a saída do deputado Bruno Araújo (PSDB-PE) da Esplanada dos Minitérios, deixa a base do governo mais ávida por emplacar nomes. A promessa é que no mínimo 17 ministérios terão os comandos trocados, em pelo menos duas fases. Dese total quatro pertencem ao PSDB. E o clima de “farinha pouca, meu pirão primeiro” (provérbio português) se estabelcerá nos próximos dias.
Para o deputado Miro Teixeira (Rede-RJ), após o presidente Michel Temer definir o político que ficará no lugar de Araújo a efervescência aumentará na base aliada. Em outras palavras, a disputa será acirrada.
Na visão do parlamentar, o chamado Centrão quer dominar a política e com enfase na área de execução do governo federal. Como tem muitos pretendentes para os cargos, insuficientes para todos, o número de descontentes será maioria.
Sabe-se que há muito tempo os titulares de ministérios não são técnicos conhecedores das pastas. Viciadamente, as escolhas são sempre políticas em meio ao fisiologismo. No entanto, o vice-líder do Governo na Câmara, Beto Mansur, contraria essa regra.
“O cargo de ministro é para alguém que conheça da área e que seja a composição do ministério de gente competente e honesta. Não dá para escolher alguém que vai lá roubar o Brasil. E, segundo, tem uma engenharia de poder saber quantos votos teremos nas reformas que serão necessárias para o Brasil”, sinalizou Mansur sobre o modus operandi de Temer.
No processo chamado de “reforma ministerial”, o número de tucanos ficará menor no governo federal, mas a legenda permanecerá nele. Segundo líderes de partidos, a meta é garantir base menor, fidelizada a Temer. O PSDB, mesmo os que querem a saída do governo acaba dando suporte aliado na votação das reformas, informa o José Maria Trindade da Jovem Pan.























