A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, disse que dará “análise adequada sobre o tema”, ao ser questionada sobre o pedido de indiciamento contra seu antecessor, Rodrigo Janot, feito pelo relator da Comissão Mista Parlamentar de Inquérito (CPMI) da JBS.
Em 326 páginas Marun pede ainda o indiciamento dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS e sócios do grupo J&F, por corrupção ativa, uso de informação privilegiada e manipulação de mercado; do ex-executivo da JBS, Ricardo Saud, por corrupção ativa; e do ex-procurador da República Marcelo Miller, por corrupção passiva e improbidade administrativa.
Raquel Dodge disse que “não me cabe fazer nenhuma consideração sobre intenção”, se o pedido de indiciamento seria uma tentativa de intimidar o Ministério Público.
O relatório da CPMI da JBS foi o último ato de Marun como deputado, antes de assumir, na quinta-feira (14), a Secretaria de Governo da Presidência da República, a convite do presidente Michel Temer.
“Nós não recebemos ainda nenhum indicativo da CPMI nesse assunto. O que posso lhes dizer é que quando recebermos esses documentos haverá análise adequada, que será dada no momento oportuno”, disse Dodge a jornalistas poucos depois do pedido de indiciamento feito por Marun. (ABr)




















