O ex-presidente da República Lula da Silva não será capaz de influenciar os votos de todos os eleitores que hoje declaram apoiá-lo, se for impedido de disputar a eleição à Presidência da República. A analise é do professor da Universidade de Brasília (UnB), o cientista político, Lucio Rennó.
Para Rennó, se o nome de Lula for alijado da urna, os votos de parte desse grupo podem migrar para candidaturas governistas. Isso, se a economia sofrer uma retomada de crescimento no curto prazo. Ele não descarta a migração de votos de Lula para o deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ). A declaração foi feita entrevista a BBC Brasil.
Na visão do também doutor em Ciência Política pela Universidade de Pittsburgh, maioria dos que votam em Lula tem preferência não por ideologia, mas por “afeição”. E, ainda, pela memória positiva de avanços que atribuem a seu governo. De acordo com Rennó, Bolsonaro pode “abocanhar” o eleitorado de Lula que deseja mais ordem na sociedade. Bem como mais estabilidade, que defende um enrijecimento do combate ao crime, questões muito presentes hoje nas periferias.
A última pesquisa do Datafolha revelou que Lula segue liderando as intenções de voto. Mesmo depois de ter sido condenado em segunda instância no caso do tríplex no Guarujá. De acordo com a Lei da Ficha Limpa, a condenação impede o ex-presidente de disputar cargos públicos.




















