O ex-capitão do Bope do Rio de Janeiro, Paulo Storani, entende que a intervenção no Rio de Janeiro é, na verdade, uma intercessão do governador do Estado, Luiz Fernando Pezão, e não da segurança pública. Para ele, a ação é decorrência da “incapacidade e incompetência já demonstrada”.
Paulo Storani é mestre em antropologia, pós-graduado em administração pública e em gestão de recursos humanos e foi capitão do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) do Rio de Janeiro de 1994 a 1999, o que lhe rendeu a função de consultor dos filmes “Tropa de Elite” 1 e 2.
Na visão de Storani, “não vai resolver em dez meses um cenário construído ao longo de décadas”. Em entrevista à Jovem Pan, ressaltou que não acredita que a intervenção federal vai surtir efeito na segurança do Rio de Janeiro.
Assim como preconizava o delegado federal e ex-secretário de Segurança do Rio de Janeiro, José Mariano Benincá Beltrame, o delegado federal que é consultor de segurança, atualmente, defendeu ações sociais para resolver, a longo prazo, o problema da criminalidade do Rio de Janeiro.
“Não pode se limitar a ação de polícia. Tem que ser acompanhado de ações pra atender àquela população local, que são as famosas ações sociais, pelo menos pra intervir esse círculo vicioso que alimenta o crime no Rio de Janeiro”, disse Storani, acrescentando que “é a gente pensar em outras formas de agir e não em contenção policial, que é o que tem sido feito nos últimos 30 anos e estamos agora provando que não é a solução”, complementou o ex-capitão do Bope.























