Assim como no Brasil, a Itália vive tempos estranhos na política. As eleições brasileiras serão realizadas daqui a oito meses, e na Itália os eleitores voltam as urnas em duas semanas. Se os políticos de lá também não inspiram confiança, o mesmo acontece nas terras tupiniquins. E se lá o medo é a falta de segurança, não se pode dizer o contrário no Brasil.
Em 4 de março, a Itália realiza eleições para novos deputados e senadores, e italianos que migraram para o Brasil ou brasileiros com dupla cidadania podem participar.
Lá, 70% dos italianos diz sentir-se inseguro (eram 55% em 2003) e 30% afirma que é a imigração que determinará o seu voto. Embora a questão imigratória não seja tão acentuada no Brasil, na Itália o tema provoca calafrios.
Houve 803 crimes de ódio contra imigrantes ou estrangeiros em 2016 (foram 71 em 2012), mas os ativistas dizem que os números reais são bem superiores. Não bastasse isso, o fascismo está bem e cresce na Itália, não muito longe do movimento que Jair Bolsonaro embala.
Na Itália já houve escândalos de dinheiro, com deputados do Movimento 5 Estrelas expulsos. Sílvio Berlusconi está de volta, mas não como candidato, pois foi condenado. Situação similar com a de Lula da Silva (PT), o populista simpático condenado a 12 anos de reclusão.
Se estas eleições são imprevisíveis, registra o Público, não só por causa dos três blocos, as duas coligações mais óbvias, uma à direita, outro no centro-esquerda, e o M5S por outro lado, mas também por causa da nova lei eleitoral nunca testada. A verdade é que há vários cenários em que a Liga pode entrar num governo.


















