O plenário do Senado Federal aprovou com folga de votos (55 a favor e 13 contra e 1 abastenção o decreto de intervenção na segurança pública do Rio de Janeiro. Assim como na Câmara, que aprovou na madrugada de terça-feira o mesmo decreto, houve um extenso debate de quatro horas transmitido ao vivo pelo Misto Brasília entre os senadores que defenderam a decisão do presidente Michel Temer e a oposição. A sessão terminou às 23h58.
O decreto já está em vigor, mas precisava da aprovação do Congresso para ter a legalidade constitucional. Espremendo o que os parlamentares disseram na tribuna, entende-se que a intervenção não vai resolver o problema da criminalidade. Há necessidade de um amplo programa que envolve todo o sistema de segurança, que já deveria ter sido apresentado há um ano.
Falta estratégia de atuação para a própria intervenção e é quase certo que esta decisão foi tomada por um embalo político-partidário, e que nasceu da cabeça do ex-governador e agora ministro da Secretaria Geral da Presidência Moreira Franco.
Quando foi governador, entre 1987 e 1991, prometeu resolver a criminalidade em seis meses. Vieram novos governadores do MDB com apoio do PT e também nada aconteceu, com um tipo de política policial que já se mostrou inócua.
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