A greve dos 60 mil vigilantes do Distrito Federal vai continuar por tempo indeterminado, informou esta manhã uma fonte do Sindicato dos Vigilantes ao Misto Brasília. No final da tarde está marcada mais uma assembleia geral como ocorre todos os dias. Será no Conic, a partir das 17 horas.
O movimento que chega hoje ao décimo dia só deve terminar quando os empresários, que controlam as 60 empresas, decidirem apresentar uma contraproposta à categoria, segundo a mesma fonte. Na segunda-feira (05), o Tribunal Regional do Trabalho determinou aos vigilantes o retorno ao trabalho.
Os empresários não compareceram ontem a uma reunião convocada pelo governador Rodrigo Rollemberg no Palácio do Buriti. Apenas representantes dos trabalhadores estiveram presentes.
Pelo lado patronal, a comissão de negociação é integrada por cinco empresários. A saber: Luís Gustavo, dono da Multiserv e presidente do sindicato; deputado distrital Robério Negreiros, da Brasfort; Alexandre Araújo da família do deputado distrital Cristiano Araújo, da Ipanema; Aldir, da Life Defense; e Miguel Novais, da Juiz de Fora.
Os bancos estão sem os vigilantes e nenhuma movimentação financeira é realizada dentro das agências bancárias, como ordem de pagamento, criação de contas ou atendimento pessoal. Nos postos de saúde e nos hospitais não há vigilância, que é precária em UTIs e setor de psiquiatria da rede pública de saúde. Nos postos do INSS é permite a entrada para quem já marcou atendimento. Algumas unidades de saúde já foram alvo de vândalos e numa UPA de Ceilândia houve agressão a médicos e funcionários na noite passada. Em Brazlândia, houve invasão e depredação.
Entre os impasses, está a implantação pelos empresários de regras contratuais com base na reforma trabalhista que entrou em vigor em novembro passado. Além disso, o deputado Robério Negreiros (Brasfort), mandou suspender o plano de saúde aos funcionários.



















