A primeira turma do Supremo Tribunal Federal (STF) aceitou nesta terça-feira, por unanimidade, denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF) contra o senador Romero Jucá (MDB-RR) pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a partir do recebimento de propina da Odebrecht.
Com isso, o senador passa a figurar como réu no STF. O presidente do MDB é o primeiro réu em decorrência das delações da empreiteira, homologadas há um ano e dois meses pela presidente do Supremo, ministra Cármen Lúcia.
Jucá foi delatado pelo ex-diretor de Relações Institucionais da empreiteira, Claudio Mello Filho. Segundo o executivo, a Odebrecht fez, em 2014, uma doação eleitoral oficial de R$ 150 mil ao diretório regional do MDB em Roraima, ao mesmo tempo em que discutia com o senador a aprovação, no Congresso Nacional, de duas medidas provisórias (MPs) que beneficiariam a empresa
O advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, que representa Jucá, afirmou durante o julgamento que o MPF pretende criminalizar a atuação regular do senador como parlamentar. Ele também leu trechos da delação em que se baseou a denúncia, argumentando que, em nenhum momento, Cláudio Melo Filho afirmou, cabalmente, que a doação eleitoral fora contrapartida pela modificação das medidas provisórias. (Da Veja)
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