O pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse nesta quarta-feira que seu partido é diferente do PT por respeitar as instituições, após tucanos históricos —como o senador Aécio Neves (MG) e o ex-governador mineiro Eduardo Azeredo— sofrerem derrotas recentes na Justiça em meio a acusações de irregularidades.
Na terça-feira, Aécio, candidato à presidência pelo PSDB em 2014 e presidente da legenda até o final do ano passado, tornou-se réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção e obstrução da Justiça no caso envolvendo a delação de executivos da J&F, holding que controla a JBS.
Azeredo, que também já presidiu o PSDB, teve negado na semana passada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de liminar para suspender a condenação a mais de 20 anos de prisão por peculato e lavagem de dinheiro no esquema conhecido como Mensalão Tucano. Ele pode ser preso quando esgotados os recursos em segunda instância na Justiça de Minas Gerais.
A pressão do presidente do PSDB, para que o senador Aécio não dispute as eleições desse ano não surtiu efeito. “Tenho acompanhado o esforço do Alckmin para fortalecer a candidatura dele e torço para que ele tenha êxito porque será o melhor para o Brasil. Quanto à minha candidatura, ela será decidida coletivamente em Minas Gerais, como sempre ocorreu e no momento certo”, afirmou o senador tucano ao Estadão.





















