Raúl Castro entregou o comando de Cuba pela primeira vez em seis décadas a um cubano que não carrega o seu sobrenome e que nasceu depois da revolução de 1959.
O novo presidente é o “número dois” do regime. Miguel Díaz-Canel, 57 anos, é engenheiro eletrônico alto e de gestos sérios, que fez uma paciente e discreta escalada burocrática com Castro como mentor.
O professor Michael Bustamante, do departamento de História da Universidade Internacional da Florida (EUA), especialista em Cuba, diz que o contexto internacional, marcado pela crise da Venezuela, a principal fornecedora do regime cubano, e pelo afastamento dos Estados Unidos após as promessas de Obama, condiciona a ação da nova liderança do país.
E apesar da pressão para as reformas, principalmente, da economia, Bustamante entende que Miguel Díaz-Canel demorará algum tempo a construir coligações e afirmar a sua legitimidade em Cuba.






















