O eixo da Reforma Tributária Solidária lançada no final da tarde de hoje (25) na Câmara dos Deputados, gira em torno de oito pontos. O manifesto é a primeira divulgação de um trabalho que está sendo elaborado há quase um ano por especialistas indicados pela Anfip e Fenafisco, as duas entidades sindicais que patrocinam o projeto que deverá estar concluído em agosto.
As entidades que representam os fiscais federais e estaduais informaram que é preciso ser revisto o sistema de transferência e partilha dos impostos entre os estados. Aumentar a tributação direta sobre a renda, propriedade e riqueza, assim como diminuir a tributação sobre mercadorias, bens e serviços e pagamentos.
A segunda etapa da proposta é um seminário internacional com a participação de especialistas de 11 países. Nos dias 4, 5 e 6 de junho, em São Paulo, será reunida a experiência internacional neste campo que a aponta o Brasil como o segundo país mais desigual do mundo. “A reforma tributária é fundamental para consertar estas desigualdades”, acredita o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal.
O manifesto aponta que o Brasil precisa seguir esses pontos: reforma tributária para o desenvolvimento; financiamento do gasto social; sistema tributário progressivo; redução da carga tributária indireta; equilíbrio federativo; ampliação da tributação ambiental; comércio internacional; e fomento de ações para o aumento das receitas, sem aumento da carga tributária.
PARTICIPAÇÃO DO LEITOR
Participe desta discussão
Compartilhe sua opinião sobre este assunto. As participações passam por análise editorial antes de qualquer utilização no site.


















