Especialista defende a abertura do sigilo das investigações e avalia que ações de viés político por parte do STF comprometem a credibilidade.
Por Misto Brasília – DF
Para o especialista em criminologia e policial federal Flávio Werneck, a Polícia Federal precisa ser preservada como uma instituição permanente de Estado e não pode ser transformada em instrumento de disputas partidárias.
A declaração ocorre após o afastamento do diretor-geral Andrei Rodrigues e do diretor de Inteligência Leandro Almada, por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Werneck defende a abertura total do sigilo das investigações e avalia que ações de viés político por parte do STF comprometem a credibilidade da corporação no combate ao crime organizado e à corrupção.
A medida do ministro André Mendonça abriu uma nova frente de tensão entre o Judiciário e o órgão policial.
Em reação direta à decisão, 11 diretores da Polícia Federal manifestaram apoio aos dirigentes afastados e colocaram seus próprios cargos à disposição do diretor-geral substituto, William Marcel Murad.
A Segunda Turma do STF chegou a formar maioria para referendar o afastamento, mas a análise do caso foi suspensa após pedido de vista do ministro Gilmar Mendes, mantendo a ordem cautelar válida por tempo indeterminado.
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