Empréstimo barato na ponta dos dedos

Compartilhe:

A regulamentação das fintechs de crédito (crédito online) – aprovada nesta quinta-feira pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pelo Banco Central – deve intensificar a oferta de empréstimos com taxas menores, ampliando a concorrência com os grandes bancos, disseram executivos das plataformas de serviços financeiros.

Uma consequência provável da regulação, segundo o sócio e presidente da Creditas, Sergio Furio, é que várias fintechs se preparem para ter uma atuação totalmente autônoma. Atualmente, para operarem, essas plataformas precisam de uma parceira com uma instituição financeira autorizada a operar pelo Banco Central.

Uma nova modalidade de empréstimo conhecida no mercado como “peer-to-peer lending”, o financiamento terá limite de R$ 15 mil de cada credor para devedor específico. A princípio, o limite com o qual o BC trabalhava no âmbito de consulta pública sobre o tema era de R$ 50 mil, mas achou prudente “ir testando”.

Isso não impede que determinada pessoa física contrate empréstimos superiores a esse montante, mas para tanto deverá necessariamente buscar outros credores, explicou o diretor de Regulação do BC, Otávio Damaso. Escolher uma fintech depende do quanto seus serviços são, de fato, inovadores para o cliente.

Entre essas empresas de startups de crédito on line estão a Biva, BankFacil, Geru, Nubank, BizCapital, Biva, Nexos, Empréstimos, Just, Lendico, Simplic, Capgemini, Avante e Trigg.

O potencial é grande: um estudo da consultoria McKinsey projeta que os serviços financeiros digitais possam, até 2025, criar até 4 milhões de novos empregos no Brasil e injetar US$ 152 bilhões na economia.

“O volume movimentado pelo setor ainda é insignificante, mas isso deve começar a mudar”, disse à Reuters Bruno Poljkan, diretor da Associação Brasileira de Crédito Digital (ABCD), que tem 20 sócias. A entidade estima que, juntas, essas instituições geram algo em torno de R$ 2 bilhões em crédito por ano.

As fintechs de crédito poderão atuar como Sociedades de Crédito Direto (SCDs), realizando operações com recursos próprios, ou como Sociedades de Empréstimo entre Pessoas (SEP), que conectam investidores a tomadores de recursos.

Com a regulação, fintechs que tenham ao menos R$ 1 milhão em capital poderão buscar uma licença no BC para atuar como instituição financeira com regras mais simplificadas.

Assuntos Relacionados

Siga o Misto Brasil

Acompanhe em todas as redes

Conteúdos, vídeos e destaques. Escolha sua rede favorita.

Dica: ative notificações na sua rede preferida.

Brasília e Entorno do DF

Oportunidades

100% GRATUITO
Newsletter
Receba os destaques da semana
Resumo curto, conteúdo útil e direto.
📰 Resumo
Leitura rápida
🔒 Sem spam

Você pode cancelar quando quiser.