Colocar mais dinheiro para circular, em especial na mão da população mais pobre, com uma reforma tributária progressiva e uma proposta de taxar mais os bancos que não diminuírem o spread bancário, além de apostar na retomada das obras públicas é a receita que o PT vai apresentar em seu programa de governo para tirar o país da crise que se arrasta desde 2015, segundo a Reuters.
De acordo com o coordenador do programa de governo do partido, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, o partido, que planeja inscrever como candidato ao Palácio do Planalto o ex-presidente Lula da Silva, preso há mais de 100 dias, vê como plano emergencial colocar mais recursos nas mãos das camadas mais pobres da população, que são propensas a gastar mais e ajudariam mais rapidamente a reativar a economia.
Um dos três pontos centrais da proposta inicial de retomada da economia é colocar mais crédito, barato, no mercado, forçando os bancos a diminuírem o spread bancário -a diferença entre o custo da captação e a taxa cobrada pelos bancos ao consumidor final. A proposta petista prevê um aumento de impostos aos bancos que mantiverem o spread nas taxas atuais que, segundo o Banco Central, fecharam maio deste ano em 31%.
“Os bancos que mantiverem os spreads no patamar atual terão uma tributação progressiva e portanto um incentivo a reduzir os spreads com a possibilidade de pagar tributos menores”, explicou Haddad à Reuters. “Vamos introduzir um elemento novo, forçando a reduzir os spreads inclusive com ação dos bancos públicos que vão agir nessa direção.”




















