O Ministério Público Federal (MPF) defendeu a inelegibilidade do ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). A defesa pediu a anulação das decisões da primeira e segunda instâncias da Justiça que condenaram o político por improbidade administrativa na Operação Caixa de Pandora e o tornaram inelegível segundo a Lei da Ficha Limpa.
Para a subprocuradora-geral Maria Caetana, no entanto, o ex-governador pretende apenas ressuscitar o pedido de suspensão de sua inelegibilidade, caso em que ele próprio já havia formulado sua desistência.
O MPF explica que o ex-governador foi condenado por improbidade administrativa por fatos ocorridos em 2006, quando a então candidata a deputada distrital Jaqueline Roriz teria recebido valores de origem ilícita, das mãos de Durval Barbosa, para apoiar a candidatura de Arruda ao governo do DF.
A condenação na esfera cível, segundo o Ministério Público, não guarda relação com o processo em que está sendo executada a perícia nos equipamentos de gravação, cujo âmbito é criminal. “O nome de Jaqueline Roriz ou de seu marido, Manoel Neto (corréus na ação de improbidade), sequer é mencionado naquela escuta ambiental que está sendo objeto de perícia complementar”, acrescenta a subprocuradora-geral da República.

























