Caso que envolve Celina será julgado no dia 23

Celina Leão vice-governadora DF Misto Brasil
Governadora Celina durante um ato público quando era vice-governadora/Arquivo/Agência Brasília
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O julgamento dos réus da Operação Drácon, entre eles a governadora do DF, deveria ter acontecido nesta quinta, mas doi adiado por mais uma semana

Por Misto Brasília – DF

O julgamento dos réus da Operação Drácon, que incluem a governadora Celina Leão (PP), foi adiado desta quinta-feira (10) para 23 de abril. O motivo é que um dos advogados de defesa precisou fazer uma cirurgia de emergência.

Na decisão, segundo o site Vero, a desembargadora Nilsoni de Freitas Custódio explica que o defensor do ex-deputado distrital Cristiano Araújo foi internado em 19 de março e precisou de uma intervenção cirúrgica com período de recuperação de, ao menos, 30 dias.

Araújo e Celina são réus junto com o deputado distrital Júlio Cesar Ribeiro (Republicanos) e o ex-deputado distrital Bispo Renato Andrade por improbidade administrativa. Eles já foram absolvidos por corrupção passiva no âmbito criminal em 2025

A Justiça do Distrito Federal negou um novo pedido da governadora  em uma ação de improbidade administrativa contra ela.

A decisão é da última segunda-feira (06), conforme pubicou o g1.

A defesa de Celina solicitou perícia no celular e em todas mídias digitais entregues pela ex-deputada Liliane Roriz ao Ministério Público, para verificar possível manipulação, cortes ou inserções nas gravações, e também recuperar dados supostamente apagados.

Ao negar o pedido, o juiz afirmou que as gravações já foram analisadas pela perícia da Polícia Civil do DF, que atestou a integridade e autenticidade do material, sem indícios de edição ou supressão de falas.

Em outubro do ano passado, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal já havia negado um pedido semelhante. À época, Celina pediu a apresentação do celular e chip de Liliane

Em setembro do ano passado, a 2ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) teve pedido acatado pelo Tribunal de Justiça do Distrito Federal que negou, por unanimidade, recurso interposto pela vice-governadora Celina Leão na ação de improbidade administrativa movida contra ela e outros réus.

Celina havia pedido a apresentação do celular e do chip da ex-deputada Liliane Roriz, equipamentos utilizados para realizar as gravações ambientais que embasaram a denúncia que deu origem à Operação Drácon.

A primeira fase da Operação Drácon aconteceu em 23 de agosto de 2016, quando a 2ª Prosus e o Grupo de Atuação de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPDFT, em parceria com a PCDF, cumpriram 14 mandados de busca e apreensão e 8 mandados de condução coercitiva.

A operação foi deflagrada após a então deputada distrital Liliane Roriz gravar e divulgar áudios de colegas parlamentares em discussões sobre a negociação de propinas.

Celina e os outros ex-parlamentares foram acusados pelo Ministério Público de negociar propina para indicação de emendas parlamentares nas quais seriam beneficiados com a compra de leitos de unidades de terapia intensiva em 2015 e 2016.

Pelos mesmo motivos, a vice-governadora Celina Leão também está sendo processada pelo MPDFT em ação de improbidade.

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