PT acusado de receber propina de obra da Petrobras na Bahia

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A Operação Lava Jato cumpre, nesta sexta-feira mandados de prisão em investigação sobre corrupção no contrato de construção de prédio da Petrobras na Bahia, informou o procurador do Ministério Público Federal (MPF) Roberson Pozzobon, em publicação no Twitter. O Misto Brasília informou sobre a operação logo cedo nas redes sociais.

As ações fazem parte da 56ª fase da Lava Jato e visam esquema criminoso que se estendeu de 2009 a 2016, afirmou Pozzobon. Foram pagos R$ 68 milhões em propina através da Odebrecht, OAS, Petrobras e do fundo de pensão da estatal, o que corresponde a cerca de 10% do valor da obra. 

O Partido dos Trabalhadores estaria entre os beneficiários no esquema que começou em 2009 se prolongou até 2016, segundo informou o Ministério Público Federal do Paraná. O dinheiro teria sido usado para financiar campanhas eleitorais. Os alvos da operação são os executivos das empresas intermediadores, agentes públicos da Petrobras e dirigentes do fundo de pensão Petros, que teriam sido beneficiados de vantagens indevidas. Renato Duque, o ex-diretor da empresa, também teria sido beneficiado.

Essa é a primeira fase da operação desde que o ex-juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato em 1ª instância, pediu exoneração para assumir o cargo de ministro da Justiça e Segurança Pública no futuro governo de Jair Bolsonaro.

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