Será sepultado nesta quarta-feira (26), às 16h30, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, o advogado Luiz Carlos Sigmaringa Seixas. O velório começa às 8 horas, segundo informou a família do político que fez história por defender perseguidos pelo regime militar e foi deputado constituinte. Sigmaringa faleceu hoje no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, aos 74 anos, após não resistir a uma cirurgia por conta da uma leucemia. O ex-parlamentar deixa esposa e dois filhos.
No Twitter, o presidente Michel Temer lamentou “imensamente a morte do grande advogado e homem público, Sigmaringa Seixas”. Segundo o presidente, o ex-parlamentar era “um lutador pela democracia brasileira”. O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), também lamentou a morte. “Muito triste com a morte do querido amigo Sigmaringa. Democrata, sempre investiu no diálogo para buscar soluções para o Brasil. Brasília está de luto!!! Vamos sentir muito sua falta”;
Sigmaringa Seixas era identificado com a defesa dos direitos humanos. Foi filiado ao PMDB, ao PSDB e ao PT. O advogado atuou na defesa do ex-presidente Lula da Silva no processo relativo ao triplex no Guarujá (SP). A justiça federal negou hoje pedido da defesa de Lula para ter permissão de assistir o sepltamento do advogado.
O presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Claudio Lamachia, rememorou a atuação de Sigmaringa Seixas na OAB-DF, na Comissão Brasileira de Justiça e Paz e no Comitê Brasileiro de Anistia a época da ditadura cívico-militar, e classificou a trajetória de Sigmaringa de “memorável”.
Sigmaringa foi consultor da Anistia Internacional, membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz e vice-presidente do Comitê Brasileiro de Anistia na capital federal. Formado em Direito pela Universidade Federal Fluminense (UFF), foi advogado de presos políticos durante o regime militar.






















