A assessoria do governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), informou há pouco ao Misto Brasília que não há (ainda) um posicionamento sobre a criação do Gabinete de Segurança Institucional. O GSI deveria substituir a Casa Militar, mas fatores jurídicos impedem a extinção da pasta. O impasse chegou a ser comemorado entre o oficialato da Polícia Militar.
O GSI deveria ser ocupado pelo deputado federal Laerte Bessa (PR-DF), que não se reelegeu. O parlamentar foi um dos primeiros nomes anunciados por Ibaneis para o seu secretariado no início de novembro. Bessa ainda não comentou o impasse e não participou da posse dos secretários e também da reunião de ontem.
O anúncio do GSI provocou um bate-boca entre Bessa e o deputado Alberto Fraga no plenário da Câmara dos Deputados. Os dois quase foram aos tapas e Fraga, que é coronel da reserva da PMDF, disse à época que haveria um motim dos oficiais da corporação em protesto pela extinção da Casa Civil.
Hoje pela manhã, numa entrevista à Rádio CBN, o vice-governador Paco Britto (Avante), confirmou que a decisão de manter ou não a Casa Civil cabe exclusivamente ao governador. A criação do GSI dependeria, segundo informaram oficiais da Polícia Militar, de uma lei federal, assim como a extinção da Casa Militar, responsável pelo sistema de segurança do governador.
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