Um relatório de 212 páginas ilustrado por dezenas de fotos, deu subsídio para a decretação do estado de emergência na saúde pública no Distrito Federal. O levantamento leva em conta a situação de seis UPAs e 12 hospitais. O estado de emergência também foi assinado quando Agnelo Queiroz (PT) assumiu o Governo do Distrito Federal, há oito anos.
Esta manhã, o governador Ibaneis Rocha (MDB) esteve no lançamento do SOS DF Infraestrutura no Paranoá e Itapoã, em frente à sede da Administração. E daqui a pouco lança o programa SOS DF Saúde, no Hospital de Base, quando ele assina oficialmente o decreto de emergência que flexibiliza a contratação de serviços e insumos e de pessoal e a ampliação da hora trabalhada dos servidores.
O decreto é visto com cautela por entidades e pessoas ligadas à saúde. A principal preocupação é com os contratos para a eficácia e também da competência da melhoria da situação da saúde pública. O Sindicato dos Médicos informou que o relatório não aponta nenhuma novidade, já que teria denunciado a gravidade na área há vários anos.
No Hospital de Taguatinga o levantamento informa que a fachada está “totalmente abandonada. Problemas estruturais já podem ser vistos logo na chegada a unidade”.
No Hospital de Ceilândia “falta de contrato de manutenção predial bloqueia dois leitos de UTI Adulto”. Segundo o documento, “falta de anestesiologistas limita, e não raro impede, a realização de cirurgias ortopédicas. Além disso, por conta da falta de leitos de internação, pacientes aguardam alojados nos corredores do HRC. Falta de leitos no HRC transforma espaços onde pacientes deveriam ficar sob observação em áreas de internação”.
No Hospital Regional da Asa Norte, o relatório informa entre outros problemas, que a “câmara frigorífica para cadáveres não fecha, as gavetas estão emperradas e não atende às necessidades da unidade”.






















