A eleição para a Câmara dos Deputados despertou nos mineiros o velho gosto pela política e pela traição. Favorito se for computado o número de siglas que formam o anel de acordos, o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) vai ter muito trabalho em garantir os votos dos colegas de Minas Gerais. Na reunião desta tarde (30), a dois dias do pleito, a bancada mineira de 53 deputados hipotecou apoio ao deputado Fábio Ramalho (MDB-MG).
Bairrismo à parte, Fabinho, como é chamado, capitaliza também a simpatia do chamado baixo clero. Simpático, sempre nas terças e quartas-feiras oferece gratuitamente quitutes da gastronomia da terra de Tiradentes. Fábio tem um comportamento diferente de Maia, sempre mais fechado e quase nunca sem um sorriso no rosto.
A Agência Política Real acompanhou o encontro dos mineiros. De acordo com o deputado Mauro Lopes (MDB-MG), entusiasta da candidatura do colega e conterrâneo, Fabinho terá no mínimo 35 votos dos 53 deputados federais eleitos por Minas. Mas Lopes acredita que a votação, no estado, favorável a Fabinho alcance até uns 43 votos.
Segundo a agência, já no seio petista, os 55 deputados federais eleitos pela legenda, cerca de 27 parlamentares – aproximadamente metade da bancada petista – votarão em Fabinho. A outra metade dos parlamentares do PT está dividida entre o apoio a Rodrigo Maia e Marcelo Freixo. Mas deverá haver votos dentro da bancada do PT na candidatura de JHC.
Fábio Ramalho é o primeiro vice-presidente da Câmara e concorrerá com o atual presidente, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). Disputam ainda o cargo de presidente, os deputados Alceu Moreira (MDB-RS), João Henrique Caldas (PSB-AL), General Peternelli (PSL-SP), Marcelo Freixo (PSOL-RJ), Ricardo Barros (PP-PR) e Marcel Van Hatten (NOVO-RS).
























