No primeiro dia da abertura dos trabalhos do ano legislativo no Senado Federal, os senadores protagonizaram uma vergonhosa sessão de pastelão. No momento em que era decidido se o voto para a eleição da nova Mesa Diretora seria aberto ou secreto, os ânimos que já estavam exaltados bateram o termômetro do bom-senso.
Até o furto da pasta que orienta a sessão foi surrupiada pela senadora Kátia Abreu (PDT-TO). A confusão ficou pior quando foi apresentado a votação a favor do voto aberto, que foi de 50 votos contra dois.
O Misto Brasília está transmitindo ao vivo a sessão do Senado
O escândalo que poderia ser comparado com uma “casa das primas”, como observou o senador Kajuru (PSB-GO) dividiu o plenário entre aqueles que são favoráveis à candidatura de Renan Calheiros (MDB-AL) e os contrários. O senador Davi Alkalumbre (DEM-AP) dirigia os trabalhos, mas os opositores disseram que ele não teria legalidade porque seria candidato à presidência.
No meio da confusão, por pouco Renan Calheiros e Tasso Jereissati (PSDB-CE) quase foram aos tapas. Só não aconteceu porque a turma do ““deixa disso” separou os dois senadores. “Seu merda, seu merda, você não tem votos para se eleger presidente”, acusou Calheiros. Tasso foi lembrado ao longo da semana para ser o candidato, mas nas negociações abriu mão em favor do candidato do Democratas.
A temperatura só baixou depois da intervenção do senador Jayme Campos (DEM-MT), que do alto dos seus quase 80 anos disse que iria se retirar da sessão, porque sentia muita vergonha do que estava acontecendo.











