O assunto mais comentado nos corredores das cortes superiores do Judiciário é a investigação que a Receita Federal do Brasil realiza contra ministros e parentes. Tudo começou quando o ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, vazou a sua própria investigação. Ele recebeu um resumo de um funcionário e passou para a Imprensa. No Supremo Tribunal de Justiça, especulava-se que até 12 ministros poderiam ter caído na “malha fina”.
Ontem, o jornal O Estado de São Paulo mostrou que a mulher do presidente do Supremo, Dias Toffoli, teve as contas analisadas pela Receita, assim como a ministra do STJ Isabel Gallotti. Os dois nomes integram parte da lista de 134 autoridades que foram alvo do órgão.
Gilmar Mendes disse a pessoas próximas que ele, como homem público, está disposto a passar por esse tipo de situação, mas que o fato de terem inserido sua mulher, Guiomar, no caso, “despertou os instintos mais primitivos”. Essa expressão foi dita pelo ex-deputado Roberto Jefferson à época do mensalão, quando foi investigado o ex-ministro José Dirceu.
O Sindifisco e a Unafisco, entidades que representam os auditores da Receita Federal, divulgaram uma nota no final da tarde de ontem, em que afirmam que o Fisco está “sob fogo cerrado vindo da fonte que tem vazado a lista amiúde para a mídia”.
Segundo os auditores, os vazamentos de informações sigilosas da Receita têm três objetivos: constranger a Receita Federal, desmoralizar a Equipe Especial de Programação de Combate a Fraudes Tributárias (EEP Fraude) e estancar as fiscalizações de Pessoas Politicamente Expostas possivelmente envolvidas em crimes contra ordem tributária e outros.






















