O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prometeu dar apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e defendeu uma grande aliança entre os dois países, mas não garantiu o status de parceiro preferencial na aliança militar Otan.
A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como decisivo o apoio do presidente dos Estados Unidos. “A indústria entende que o ingresso na organização vai acelerar o processo de reformas estruturais e aperfeiçoar a qualidade regulatória do País, condições necessárias para melhorar o ambiente de negócios e promover o crescimento econômico”, diz a CNI em nota.
A entidade lembra que o Brasil pediu para fazer parte da OCDE em maio de 2017. Se o pedido for aceito, destaca a CNI, o País terá de assumir compromissos com impactos significativos na economia e na indústria. Entre os benefícios, a CNI destaca a melhoria do ambiente regulatório, a modernização institucional, o aprimoramento da governança e a convergência às melhores práticas internacionais.
O apoio norte-americano, no entanto, pode esconder uma medida prejudicial para o Brasil: o fim dos benefícios de países em desenvolvimento garantidos pela Organização Mundial de Comércio (OMC).
Esperada como o grande avanço na relação Brasil-Estados Unidos, a viagem presidencial deixou um gosto de frustração para os negociadores brasileiros, que saíram de Washington com poucos avanços nas áreas comercial e agrícola, de acordo com duas fontes ouvidas pela Reuters.
– “Se é para avançar desse jeito, melhor até que fique como está’, disse à Reuters uma das fontes envolvida diretamente na tentativa de abrir o mercado americano para novos produtos agrícolas brasileiros.
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