As investigações conjuntas revelam a sofisticação de organizações criminosas que utilizam artifícios digitais, criptoativos e contas laranjas.
Por Misto Brasília
A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (05), duas grandes operações para desarticular esquemas de crimes cibernéticos e lavagem de dinheiro com atuação em âmbito nacional. Atualizado às 08h36.
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A principal ação, batizada de Operação Azzardo, mira uma rede investigada pela exploração de apostas de quota fixa (“bets”) sem autorização federal, movimentando cifras bilionárias por meio de empresas de fachada e uma fintech.
Simultaneamente, a 17ª Delegacia de Polícia deflagrou a segunda fase da Operação Bafo, focada em desmantelar uma quadrilha especializada em estelionatos por meio de sites falsos de venda de álbuns e figurinhas da Copa do Mundo de 2026.
As investigações conjuntas revelam a sofisticação de organizações criminosas que utilizam artifícios digitais, criptoativos e contas laranjas para ocultar ganhos ilícitos.
Os desdobramentos, os alvos e os impactos das ações policiais compreendem os seguintes pontos estratégicos:
Operação Azzardo: A investigação, iniciada há cinco meses a partir de alertas do Ministério da Fazenda, identificou o uso de clínicas de fachada e lojas de tarô em Sobradinho para receber pagamentos via Pix de apostas ilegais.
Bloqueio Bilionário: O Juízo das Garantias de Sobradinho determinou o congelamento de contas de 64 pessoas físicas e 120 jurídicas até o limite global de R$ 3,483 bilhões, além do sequestro de bens e suspensão de 100 CNPJs.
Envolvimento de Fintech: Relatórios apontam que uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central em São Paulo concentrava transações de empresas de fachada ligadas ao esquema, movimentando cerca de R$ 1 bilhão.
Esquema de Criptoativos: Os valores arrecadados eram rapidamente redistribuídos entre dezenas de contas e convertidos em ativos virtuais para dificultar o rastreamento policial e burlar os órgãos de controle.
Força-Tarefa Interestadual: A ação mobilizou cerca de 200 policiais civis do DF, São Paulo, Goiás, Paraná, Ceará e Rio Grande do Norte, cumprindo dezenas de mandados de busca e apreensão em polos empresariais.
Operação Bafo: A segunda fase cumpriu mandados em Mogi das Cruzes (SP), São Paulo (SP) e Curitiba (PR) contra golpistas que faturaram com a venda fictícia de kits de pré-venda de álbuns da Copa por meio de páginas que simulavam a loja oficial da Panini.
Lavagem de Ativos do Golpe: A apuração da 17ª DP identificou a circulação atípica de recursos e a conversão de aproximadamente R$ 280 mil em ativos virtuais em menos de dois meses para blindar o dinheiro das vítimas.
Enquadramento Penal: Os investigados responderão por crimes como exploração de loteria não autorizada, estelionato mediante fraude eletrônica, lavagem de dinheiro, falsidade ideológica e organização criminosa, com penas que podem superar 30 anos de reclusão.
As equipes da PCDF continuam analisando os dispositivos apreendidos para esgotar as linhas de investigação, identificar novos ramais criminosos e assegurar a recuperação de valores em proveito das vítimas e da Justiça.
Acompanhe no Misto Brasil a cobertura completa sobre segurança pública, operações policiais, investigações de crimes cibernéticos e os desdobramentos no Distrito Federal.
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