Depois da repercussão negativa, o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), recuou em mais duas medidas administrativas. Na primeira, cancelou o decreto que criou carteiras funcionais para ele, o vice-governador Paco Britto (Avante), suas respectivas esposas e para secretários, presidentes e diretores de autarquias e empresas públicas do Distrito Federal. Este decreto foi publicado no dia 8.
A deputada distrital Júlia Lucy (Novo) observou sobre as carterias que “não queremos uma volta a tempos passados. É possível se valer deste documento para a obtenção de benefícios pessoais”, ponderou a parlamentar, acrescentando que a decisão de estender a identificação aos familiares “não parece republicana”.
A segunda decisão de Ibaneis diz respeito à demissão do subsecretário de Atenção à Saúde da Secretaria da Saúde, Marcelo Melo, condenado por improbidade administrativa quando era prefeito do município de Jardim, no Mato Grosso do Sul. O governo informou anteriormente que o assessor tinha apresentado os documentos exigidos. Para o lugar dele foi nomeado hoje Ricardo Ramos dos Santos, que era diretor da Estratégia de Apoio à Família. A Secretaria da Saúde tem em seu organograma sete subsecretarias.
Em janeiro, a Controladoria-Geral do DF prometeu investigar as indicações para os cargos comissionados no governo do Distrito Federal Na época, foi informado também que a Casa Civil passaria também a analisar as indicações políticas para os cargos.
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