Floriano Sá Neto falou neste sábado (18) pela manhã numa igreja de Registro (SP), terra do relator da PEC da reforma da Previdência. O deputado Samuel Moreira (PSDB-SP) foi convidado para o debate, mas não compareceu.
De acordo com o presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal, o “sistema” criou a situação que o Brasil se encontra e o pobre não pode pagar a conta. Assista o vídeo na seção ao lado
O economista e especialista em tributos e previdência, Eduardo Fagnani, observa que em um quadrimestre os economistas do mercado alteraram nove vezes a projeção do PIB. O erro é brutal: 3% em janeiro e 1,5% em maio. Esses mesmos gênios que não acertam previsões quadrimestrais sentenciam que em 2060 o “déficit” da previdência será de 50% do PIB.
Segundo o especialista, eles não têm modelo de projeção atuarial de longo prazo e não apresentam, para o debate público, as variáveis e as premissas que embasam suas projeções da catástrofe. Usam o terror econômico porque não tem argumentos. O Congresso Nacional não pode sepultar o pacto social de 1988 com base em palpites e chantagens.
O Le Monde Diplomatique publicou que no debate nacional a ideia que parece prevalecer é de que uma reforma como essa é inevitável para evitar um colapso financeiro no país. O problema é que os argumentos dos defensores da proposta estão embasados em premissas falsas.


