As eleições europeias, que se encerram neste domingo (26) após quatro dias de votação no continente, foram marcadas pela ascensão do Partido Verde na Alemanha e uma queda drástica no apoio aos partidos que formam a coalizão de governo da chanceler federal, Angela Merkel. Atualizado às 19h38
Em toda a Europa, o comparecimento foi de 51% em 27 nações. O porta-voz do Parlamento Europeu Jaume Duch Guillot afirmou que a cifra, que exclui o Reino Unido, é a maior em pelo menos 20 anos e inverte anos de declínio constante. A EuroNews registra que os Verdes’ são um dos vencedores da noite a nível europeu, registando um crescimento assinalável em vários países e garantindo – mesmo com resultados ainda provisórios, uma subida do número de eurodeputados no Parlamento Europeu.
As projeções apontam 21% dos votos para os verdes, que despontam em segundo lugar no país. O resultado representa o dobro do apoio obtido nas eleições de cinco anos atrás e é o maior alcançado pela legenda numa votação em nível nacional.
Resultados por paises
FRANÇA: O partido de extrema-direita União Nacional, de Marine Le Pen, vence as eleições europeias na França, segundo as primeiras projeções, superando o En Marche, do presidente Emmanuel Macron.
ITÁLIA: A extrema-direita da Liga, liderada pelo nacionalista e anti-imigração Matteo Salvini, terá vencido as eleições, dizem as sondagens à boca das urnas.
ESPANHA: O PSOE ganha o sufrágio à frente do PP e o partido de extrema-direita Vox entra no Parlamento Europeu com quatro assentos, de acordo com as pesquisas à boca das urnas.
ÁUSTRIA: O Partido Popular, do chanceler austríaco, Sebastian Kurz, consegue o triunfo, apesar do escândalo do parceiro de coligação, a FPO, que o leva a responder esta segunda-feira a uma moção de censura na segunda-feira.
PORTUGAL: Com uma votação entre os 30 e 34%, o Partido Socialista, liderado pelo primeiro-ministro António Costa, ganhou as eleições, de acordo com o estudo da Universidade Católica Portuguesa para a RTP. De realçar ainda a muito provável eleição de um eurodeputado pelo PAN, reforçando assim a “tendência verde” da noite europeia.
CHIPRE: O partido atualmente no governo, os conservadores do DISY, emerge como vencedor das eleições europeias.
ALEMANHA: A coligação CDU/CSU, da chanceler alemã, Angela Merkel, manteve-se como primeira força nas eleições europeias, mas com uma queda de votos digna de registo, tal como deve ser destacada a ascensão clara dos Verdes.
GRÉCIA: O partido conservador Nova Democracia derrotou o partido de esquerda do Syriza, do primeiro-ministro Alexis Tsipras.
POLÓNIA: Os nacionalistas conservadores do Partido Lei e Justiça terão alcançado a vitória, com pelo menos 42% dos votos.
HUNGRIA: O partido nacionalista Fidesz, do primeiro-ministro húngaro Viktor Orbán, arrasou a oposição nestas eleições europeias, ao conseguir cerca de 56% dos votos, segundo as projeções.
BÉLGICA: Nacionalistas flamengos do N-VA permanecem como o maior partido nas eleições parlamentares e regionais na Bélgica.
SUÉCIA: Os social-democratas suecos (S-S & D) voltaram a ganhar a maioria dos votos, com cerca de 25%, tendo liderado todas as eleições para o Parlamento Europeu desde a adesão à UE em 1995.
CROÁCIA: Os conservadores da União Democrática Croata (HDZ), membro do Partido Popular Europeu, terá vencido as eleições europeias com 23,5% dos votos, segundo as projeções.
DINAMARCA: De acordo com pesquisas divulgadas pela televisão pública do país, o Partido Social Democrata venceria com 23,6%, alcançando quatro deputados.
FINLÂNDIA: A formação de centro-direita Kok venceu o sufrágio, com 20,8%, à frente dos Verdes (16%) e dos sociais democratas (14,6%).
ROMÉNIA: Os primeiros números apontaram para um empate a 25,7% entre PSD e PNL, seguidos de perto pelos liberais do partido A2020, com 23,8%.





















