Parlamentares admitem que o caso da suposta colaboração entre o então juiz Sergio Moro —hoje ministro da Justiça— e os procuradores da operação Lava Jato pode tumultuar o Congresso em meio à tramitação da reforma da Previdência, mas garantem que o projeto é importante e será blindado.
O presidente da comissão especial que analisa a reforma, Marcelo Ramos (PL-AM), disse à Reuters nesta segunda-feira que certamente o caso envolvendo Moro “gera tumulto”, mas defendeu, mesmo assim, que é preciso manter o calendário.
“Na terça-feira estarei com a bancada da oposição e sentirei até onde contaminará (o calendário da Previdência)”, disse ele, que está em viagem ao Maranhão. Mais cedo, em postagem no Twitter, Ramos havia ressaltado a necessidade de não se misturar as duas questões.
“Diferente dele (Moro), não adequo minha interpretação da lei conforme o acusado. Não vejo nenhuma imposição constitucional que justifique o afastamento. Mas penso que, como refém do próprio discurso, ele deveria pedir afastamento voluntário”, disse o deputado. “Acho que o Moro juiz indicaria ao Moro ministro o afastamento até esclarecer os fatos.”




















