Com a aproximação da apresentação do relatório da reforma da Previdência, marcada para amanhã, cresce a pressão por mudanças na proposta. Representantes de diversas categorias afetadas pelas novas regras propostas pelo governo participaram de audiências públicas na Câmara.
A Comissão de Educação recebeu professores com carteira assinada. A proposta cria uma idade mínima de 60 anos para essa categoria. A presidente do Sindicato Educacional da Infância, Claudete Alves, lançou uma campanha: 60, nenhuma professora aguenta. “Para demostrar o quão absurdo é exercer o magistério após os 50 anos”, ressaltou.
Secretário de Previdência do Ministério da Economia, Leonardo Rolim, diz que há muita desinformação nesse debate. “A quase totalidade das mudanças são voltadas para aquelas pessoas que têm capacidade contributiva. 47% da renda previdenciária vai para os 15% mais ricos e o foco da nova Previdência é melhorar isso, é reduzir as transferências para os mais ricos”.
Os 20 governadores e cinco vice-governadores que se reuniram em Brasília para pedir ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia, a permanência dos estados e municípios na reforma da Previdência. Querem que o relator da reforma, deputado Samuel Moreira (PSDB-SP), reveja a equiparação das regras de aposentadoria de policiais e bombeiros militares às regras das Forças Armadas.
O governador do Distrito Federal (DF), Ibaneis Rocha (MDB), disse que os governadores querem aumentar as idades mínimas para a aposentadoria de policiais, bombeiros militares e agentes penitenciários. “A proposta dos governadores é eliminar privilégios e nós temos policiais militares que se aposentam aos 45, 46 anos e isso está se tornando inviável. Porque nós estamos pagando muito mais aposentados e pensionistas do que o pessoal da ativa”, justificou.
O governador de São Paulo, João Dória (PSDB), explicou que os governadores também querem retirar da reforma as mudanças para benefícios assistenciais (BPC) e trabalhadores rurais, além da desconstitucionalização de regras e a criação do sistema de capitalização. Segundo ele, a reunião foi “positiva” e o deputado Samuel Moreira foi “sensível” às propostas.
A Executiva do PSDB “fechou questão” a favor da reforma da Previdência que está em análise na Câmara. O jargão significa que os deputados do partido deverão ser favoráveis ao projeto, sob risco de punição por infidelidade partidária. (Com agencias de notícias)






















