A servidora da Secretaria de Saúde, a enfermeira Ruby Lemos, chegou a cobrar R$ 5 mil para adiantar a data de uma cirurgia no Hospital Regional de Taguatinga (HRT). O valor foi apresentado a uma paciente que é testemunha das investigações iniciadas pelo Ministério Público do Distrito Federal.
Veja o vídeo com o promotor e o áudio com o delegado sobre esse assunto – ao lado
A testemunha, que tem seu nome mantido em segredo, disse que em setembro de 2017 precisou de uma cirurgia e que depois de 15 dias, foi procurada por uma servidora com as características da Ruby. Em maio de 2019, a Polícia Civil identificou outra vítima. O contato foi feito com o irmão de um paciente abordado por Ruby, mas ele não quis comparecer à delegacia para dar depoimento por temer represálias, mas mandou mensagens trocadas com a servidora.
Nesta manhã, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em residências frequentadas por ela e um no HRT, seu local de trabalho. Ela foi levada à delegacia para prestar esclarecimentos.
Foram encontrados blocos de documentos da Secretaria de Saúde como atestado médico, de comparecimento e receita comum e de controle especial, além de carimbos de três médicos. Será investigada a venda de atestados, de receitas falsas e a participação de outras pessoas no esquema criminoso. O telefone pessoal de Ruby também foi apreendido.
Segundo informou o MPDF, a enfermeira exerceu o cargo em comissão de supervisor de emergência do HRT entre 27 de fevereiro de 2017 e 11 de fevereiro de 2018. No período de 20 de março de 2018 a 1º de janeiro de 2019, ela foi requisitada para a Câmara Legislativa do DF. Este ano, voltou novamente ao cargo em comissão no HRT, quando surgiram novas denúncias.
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