As eleições deste domingo vão abrir um novo capítulo na política grega e muito provavelmente pôr fim ao que o Syriza, o partido do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, chama “o primeiro governo de esquerda” no país, com a esperada vitória da Nova Democracia de Kyriakos Mitsotakis, que quer “virar a página” dos últimos anos na Grécia.
Mas não é claro se a dimensão da vitória do partido conservador com uma forte ala nacionalista será suficiente para lhe dar a maioria absoluta num Parlamento (Voulis) de 300 deputados. O primeiro-ministro viu-se obrigado a marcar eleições antecipadas (apenas alguns meses) após uma derrota nas europeias em maio, em que o Syriza ficou com dez pontos percentuais atrás da Nova Democracia.
O entusiasmo por estas eleições na Grécia, país onde se diz haver 10 milhões de políticos, não é grande. A escolha entre duas estratégias diferentes para lidar com a crise – pró e anti-austeridade – terminou quando Alexis Tsipras fez a sua maior “kolotumba” (uma reviravolta em que um político acaba por fazer exatamente o contrário do que defendeu) e depois de um referendo em que venceu um “não” a um acordo com a troika, assinou esse acordo, com condições mais penalizadoras, num processo que levou ainda à imposição de controle de capitais que, apesar de suavizados, ainda não foram levantados – duram há quatro anos. (Do Público)















