Desde 2024, menos de 4% dos abordados aceitaram acolhimento institucional. O número entre 2022 e 2025 cvresceu 19,4%.
Por Misto Brasília – DF
O Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) deu 60 dias para que órgãos do Governo do Distrito Federal (GDF) comprovem a eficácia das medidas adotadas em ocupações de pessoas em situação de rua no Setor Noroeste e na Asa Norte.
O tribunal exige dados concretos sobre acolhimento efetivo, concessão de benefícios sociais e encaminhamento para moradia, indo além de simples relatórios de abordagem.
A determinação ocorre diante do avanço do tema na capital. Dados do Ministério dos Direitos Humanos apontam que o DF lidera proporcionalmente a população de rua no país, com quase três pessoas nessa condição para cada mil habitantes.
Segundo o Ipe-DF, em abril de 2025 eram 3.521 pessoas nas ruas — alta de 19,4% em relação a 2022. Além disso, desde 2024, menos de 4% dos abordados aceitaram acolhimento institucional.
Os esclarecimentos foram cobrados da Sedes-DF, Codhab-DF e DF Legal. Na ocupação do Noroeste (às margens da EPIA), das 213 pessoas vulneráveis identificadas, 59 foram habilitadas em programas habitacionais, mas o TCDF aponta que não há prova de entrega das moradias.
Para a ocupação da Asa Norte (entre as quadras 906 e 910), o DF Legal terá de detalhar as operações e padronizar relatórios futuros.



















