Podemos é o novo alvo dos bolsonaristas

Podemos bancada no Senado
Parte da bancada do Podemos no Senado que pode ter 12 senadores até o final do ano/Divulgação
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O novo alvo dos bolsonaristas é o Podemos, partido que deve fechar o ano com 12 senadores e com pelo menos sete deputados filiados ao PSL interessados em assinar ficha no partido. O podemos tem como projeto ser o novo centro político do Brasil.

Outro motivo é que o Podemos está se colocando no campo da defesa da Operação Lava Jato, enquanto os filhos de Jair Bolsonaro e o próprio presidente se movimentam para esfriar as investigações, assim como enterrar a proposta da CPI para investigar o Judiciário, a CPI da Lava Toga.

No contraponto, o ministro da Justiça e da Segurança, Sérgio Moro, é abertamente defendido pelo Podemos. O senador Álvaro Dias, líder da bancada no Senado, quando concorria à Presidência da República no ano passado, já tinha anunciado Moro como ministro da Justiça no seu futuro governo. Moro vive uma relação tumultuosa com Bolsonaro, que as vezes elogia em público como fez no discurso da Assembleia-Geral da ONU, mas no âmbito da administração cria dificuldades com os auxiliares do ministro.

Nesta semana, o comentário contra o Podemos veio do filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (PSL). “É impressão minha ou esse tal de Podemos já faz bastante tempo quer tomar o lugar de um partido vermelho? A metamorfose não para um segundo! Façamos sempre as leituras!”

Também nesta semana, o líder do Podemos na Câmara, deputado José Nelto (GO), comentou com o Misto Brasília que a transferência partidária de deputados eleitos pelo PSL só não aconteceu ainda por conta da legislação eleitoral. Sete deles estariam dispostos a sair do partido. “Aceitamos de todas as cores, o branco, o azul, o vermelho, menos o laranja”, comentou Nelto, numa referência aos políticos do PSL envolvidos em denúncias eleitorais.

A transferência partidária não é um problema para os senadores, porque a legislação permite que os eleitos pelo sistema majoritário possam mudar de partido quando quiserem. Na lista da transferência está o senador Flávio Arns (Rede-PR) e também o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), segundo José Nelto.

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