O presidente da Bolívia, Evo Morales, considerou nessa quarta-feira (23) que as acusações de “fraude” contra os resultados eleitorais preliminares constituem tentativa de “golpe de Estado” e declarou estado de emergência. O país tem sido palco de intensos confrontos desde que foram divulgados os resultados eleitorais provisórios, que indicam vitória de Morales no primeiro turno.
Três dias depois de as urnas terem encerrado e de terem sido anunciados os resultados preliminares das eleições presidenciais, Morales quebrou o silêncio e afirmou que está “em marcha um golpe de Estado” por parte dos seus adversários políticos.
O jornal El Tiempo, da Bolívia, informou que a contagem oficial avançou com uma lentidão que desesperou os atores políticos, porque todo o país está em suspense para saber se vai às urnas com os dois primeiros candidatos ou se Evo Morales é declarado vencedor no primeiro turno. Para que isso aconteça, o atual presidente teria que fazer uma diferença de 10 pontos em relação ao segundo, número que alcançou, de acordo com a última contagem oficial.
O binômio do Movimento ao Socialismo (MAS), Evo Morales-Álvaro García Linera, consolidou uma polêmica vitória no primeiro turno com 46,77% dos votos, contra 36,75% dos endossos alcançados pelo par de cidadãos comunitários ( CC), Carlos Mesa-Gustavo Pedraza, segundo contagem oficial de 98,09% do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE).














